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No mundo vinícola em que muitos países se rendem ao domínio de ícones internacionais como as uvas Cabernet Sauvignon e Chardonnay, Portugal parece continuar na contramão da História ao preservar com orgulho as suas cepas tradicionais. Antes de ser um defeito, é isso que dá identidade ao vinho português e o diferencia entre os iguais. Há dezenas de uvas tipicamente lusas, cada uma com suas características. Mas a tinta Touriga Nacional cada vez mais espalha as suas raízes por todo o país e firma-se como a grande casta da terra. Por sua vez, a Alfrocheiro é uma casta conhecida pela cor intensa que dá aos vinhos e que é igualmente importante no Dão.

 

Touriga-Nacional

A fama dos vinhos da região do Dão é devida, em boa parte, a esta casta, que, no passado, antes da crise filoxérica, era dominante nos vinhedos da região. Constitui, assim, a casta mais nobre entre as tintas.
Com um cacho pequeno e alongado, ostenta bagos diminutos, arredondados e não uniformes, e uma epiderme negra-azul revestida de forte pruína. A sua polpa é rija, não corada, suculenta e de sabor peculiar.
Trata-se de uma casta de maturação média e de produção médio a elevado, quando se utilizam materiais seleccionados e conduções adequadas, caso contrário ela é baixa.
Dá vinhos de cor retinta intensa, com tonalidades violáceas, quando novos. Os aromas são intensos, de elevada complexidade, a frutos pretos muito maduros, com algo de selvagem, silvestres (amoras, rosmaninho, alfazema, caruma, esteva).
Na boca apresenta-se cheio, encorpado, persistente, robusto, taninoso, muito frutado, quando jovem. Possui elevado potencial para envelhecimento prolongado adquirindo nessa altura, uma elegância, um aroma e sabor aveludados inconfundíveis.

 

touriga

alfrocheiro

Alfrocheiro

Cultivada quase exclusivamente no Dão, trata-se de uma casta misteriosa, pois só é referenciada após a crise da filoxera (finais do séc. XIX).
Caracteriza-se por um cacho reduzido, por vezes compacto, que possui bagos pequenos e uniformes e uma epiderme de cor heterogénea, predominantemente de tom negro-azul.
A polpa, não corada, é mole e suculenta, com um gosto característico. Esta casta apresenta uma produção regular e maturação média, contribuindo para o excelente equilíbrio entre ácidos, açúcar e taninos e boa cor dos vinhos, ao mesmo tempo que lhes confere aromas frutados e finos, que lembram morangos bem maduros, que ganham complexidade com o passar dos anos.

Fonte: CVR Dão e Prazeres Requintados

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